Tudo Vale a Pena no Final: Capítulo VII!

Cap. VII - As revelações

Dáli entrou em seu carro, sua expressão agora era de ansiedade em conhecer a testemunha. E desta vez ele tem que interroga-la com muita atenção, afinal ela pode revelar tudo sobre o crime.
Wallace estava pensando em como tudo isso é loucura, como pode uma pessoa matar uma família inteira, ainda na véspera de Natal, Wallace sabia que só podia se tratar de um psicopata ou no minimo de uma pessoa com problemas mentais. - Por que? Pra que? Como? Wallace tinha muitas questões em sua mente, e não deixava de ficar preocupado. Wallace sabia que quanto mais eles souberem mais perigo eles iam correr por que é como se essa mulher tivesse poderes especiais coisa que Wallace nunca acreditara.
O caminho para a delegacia era mais longo do que eles pensavam a cada momento a tensão aumentava, foi então que Wallace disse.
- Dáli, agora não é o momento de nós revelarmos o que realmente aconteceu naquela noite?
- Não, ainda não sabemos de nada, pode ser que aquela moça não tenha nada a ver com os crimes, como pode ser também que ela tenha os matado cruelmente de forma desconhecida.
Wallace ainda insatisfeito continua falando.
- Eu não acho que ela não tenha nada a ver com tudo isso, por que ela estava na cena do crime na hora em que o crime ocorreu ela no mínimo sabe de alguma coisa...
- Por isso que temos que aguardar ela acordar para podermos interroga-la - interrompe Dáli
- Mas como você explica a morte do legista e tudo aquilo que aconteceu com a gente. O fato de termos ficado imoveis enquanto ela fugia pela janela como se tivéssemos hipnotizados, o fato da nossa demissão sem explicação.
- Eu não sei! - grita Dáli aflito e muito nevoso com tudo que estava acontecendo
Dáli agora estava mais nevoso do que antes e com muitas dúvidas em sua cabeça. Logo eles chegam há delegacia, todos estavam viajando, eles na verdade haverá de estar fazendo um favor para o Delegado, e por isso estavam com este caso.
Ao chegarem na sala de interrogatório, Wallace logo vai indagando.
- Qual é o seu nome?
Ainda atônita ela responde - Maria.
Wallace e Dáli estavam tão aflitos e nervosos que nem prestaram atenção na semelhança da tal senhora com a outra senhora que foi testemunha do casa da família Watson, apesar dela estar na mesma forma física Wallace e Dáli não percebia a semelhança. A senhora era muito elegante e desta vez chamava-se Maria e não Martha como da ultima vez, foi então que Wallace perguntou.
- O que aconteceu naquela noite Sr(a) Maria?
- Me chame só de Maria. Na verdade eu não vi muita coisa eu estava jantando como de costume aproximadamente as sete horas quando eu ouvi um grito bem alto da Ana. Foi ai que eu liguei imediatamente para a policia.
- Fez muito bem Sr(a) Maria... desculpe Maria. A Sr(a) pode falar um pouco sobre eles como eles eram, o que costumavam fazer, qualquer coisa que a senhora achar importante. - pergunta Dáli com muita calma e domínio
Dáli e Wallace sabiam como interrogar uma pessoa, eles sabiam controlar o nervosismo a ponto de esconde-lo totalmente. Então mesmo que estivessem explodindo de nervosismo e de preocupação nunca deixava transparecer em um interrogatório, é como se eles tivessem o controle total de seu corpo fazendo o mais tenso músculo relaxar de maneira incrível.
- Eu moro aqui a mais de 20 anos, eu os conheço desde que cheguei. Eles sempre foram muito receptivos, a Ana era a esposa do Rick. Eles tinham dois filhos uma menina e um menino, eles eram uns amores nunca deram trabalho para a Ana, e sempre foram muito inteligentes nas provas da escola só tiravam nota boa, eram os primeiros da classe.
- Eram os mais elogiados pelos professores seus pais tinham muito orgulho deles. Eu não entendo como isso pode ter acontecido de forma tão cruel, todos da família sem deixar nenhum pra contar história, e sem deixar nenhuma prova, a casa tão arrumada tudo em seu lugar.
Nesse momento Dáli se aproxima dela diz:
- Nós não falamos nada sobre a cena do crime, como você sabe que o assassino não deixou pista e que a casa estava arrumada?
Wallace nesse momento estava ansioso, aflito pensando em como aquela mulher sabia de tudo isso no minimo ela haverá de estar na cena do crime. Por que do contrario não haveria nenhuma chance dela saber tanto assim.
Dáli que estava frente a frente com Maria olhou em seus olhos e imediatamente lhe veio a cabeça a Sr(a) Martha que também foi testemunha do caso da família Watson mas como era possível isso ser verdade, Maria disse morar aqui a 20 anos e o crime aconteceu a 05 anos.
- Eu ouvi um policial que estava na cena do crime conversando com outro foi assim que fiquei sabendo tanto. Sei até que vocês pegaram a assassina.
- O que mais a senhora sabe. Maria - grita Dáli com muita raiva nos olhos, ele agora já sabia que estava diante de uma mulher extremamente mentirosa que sabia exatamente o que falava para manipular as pessoas, Dáli sabia que essa senhora é a mesma do caso dos Watson.
Dáli desta vez estava sorrateiro ele a reconheceu mais fingiu não saber de nada, pelo menos até saber mais. Wallace até então não entendia nada o que esse mulher tem haver com os dois crimes. Sera ela a grande assassina? Se perguntava Wallace confuso e certo de que desta vez vai solucionar este grande mistério, que por força do destino depois de 05 anos voltou a cerca-lo.
- Só sei isso!!! - responde aflita Maria
- È melhor você ter um bom advogado – diz Wallace
- Por que? Eu não fiz nada.
Eu acabei de receber o resultado da perícia na casa e tem digitais suas por toda a casa. Diga Maria o que você estava fazendo na casa dos Silva?
Wallace sabia que não existia digitais, pois ele precisava que ela contasse o que sabia.
- Eu não vou falar mais nada. vocês não acreditam mais em min. Eu quero meu advogado, e quero ir para casa.
- O seu advogado vai vir amanhã, agora ir para casa... só quando você provar que realmente não tem nada a ver com o crime.
Dáli sabia que estava diante de uma mulher muito importante para a investigação e que ela sem dúvidas tinha alguma coisa com os crimes, foi então que Dáli antes de sair diz:
- Marta!!!
Ela olha rapidamente. Wallace não entende, é ai que eles saem da sala. Maria agora sabia que Dáli tinha descoberto que ela na verdade era Marta. Ela agora estava insegura e ansiosa com o depoimento de Mirra, está senhora de alguma forma conhecia muito bem Mirra que por duas vezes foi flagrada na cena do crime.
- Dáli o que foi aquilo lá dentro, eu não entendi nada? - pergunta Wallace com muita ansiedade de saber a resposta.
- Você não prestou atenção naquela mulher que estava lá dentro? Em como ela se parece com a Marta...
- Marta quem é Marta - interrompe Wallace
- Marta é a testemunha do caso da família Watson. Essa tal Maria é na verdade Marta.
- Sim mas o que que tem só por que ela mentiu sobre seu nome – ainda sem intender pergunta Wallace
- Como ela disse que mora aqui há 20 anos então ela mentiu, mais uma vez. - completa Dáli
- Tá deixa eu ver se eu entendi ela mentiu em relação a seu nome mentiu que mora aqui há mais de 20 anos.
- Sim.
- Mas então ela deve ter mentido sobre a cena do crime. Ela não escutou os policiais conversando ela esteve na cena do crime, mas a pergunta é a seguinte: O que ela estava fazendo lá?
Wallace estava por dentro de tudo o que estava acontecendo, e mais uma vez a dupla imbatível estava investigando um crime incomum.
- Tchau, estou inda para casa vocês vão ficar aqui? - pergunta a detetive Blenda que tinha acabado de entrar na equipe.
- Sim. Nós vamos ficar aqui até mais tarde – responde Wallace com uma expressão de sono e cansaço.
- Boa sorte!!!
Wallace e Dáli pesquisavam na internet algum caso parecido com o que eles estão investigando. Wallace está com muito sono e na hora que ele se de-brussa no computador seu celular toca.
- Alô. - diz Wallace com uma voz de sono
- Oi amor sou eu, Catarine. Você sabe que horas são?
Wallace rapidamente olha no relógio e responde.
- São 02 horas!!!
- Isso são duas horas. Você não vai vir para casa?
- Já estou indo é que eu estou investigando um crime muito importante. Depois agente conversa.
Nesse momento em que Wallace está conversando com sua mulher ele finalmente encontra um caso semelhante ao que eles estão investigando. Wallace rapidamente desliga o telefone.
- Dáli veja só o que eu encontrei
Dáli se aproxima e Wallace começa a ler o caso. Era incrível a semelhança com os casos que eles estão investigando na verdade tudo aconteceu da mesma forma e sempre que alguém tentava investigar, algo de ruim acontecia. Nesse caso que eles estavam lendo tinha uma foto da única testemunha e para a surpresa de Wallace e Dáli era ela, Maria. Depois de encontrarem esse caso na internet pesquisaram um site de jornais e encontraram mais dois casos.
- Você viu que coincidência todos os casos serem na véspera de Natal. È como se a pessoa investigasse o ano inteiro a família para só matar no Natal.
- Sim. Realmente é muita coincidência. Vamos para casa, amanhã agente vai interrogar aquela moça que até agora não sabemos nada sobre ela.
- Mas amanhã agente vai saber tudo sobre ela, amanhã vem o resultado da autopsia e da pesquisa que pedi para a Dr. Blenda.
- Só você mesmo. Se esqueceu que dia é amanhã? - pergunta Wallace
- È verdade. Tinha me esquecido que é Natal.
- È amigo agora nós temos alguém a nossa espera, não é mais como antigamente que fazíamos o que dava na telha. Já basta termos perdido a virada. - diz Wallace relembrando os velhos tempos
Só vamos poder trabalhar depois de amanhã. Enquanto isso eu vou continuar investigando pra ver se eu descubro algo. - encerra Dáli

0 Response to "Tudo Vale a Pena no Final: Capítulo VII!"

Postar um comentário